sábado, 26 de setembro de 2020

Avaliação Neuropsicologica

 Avaliação Neuropsicologica

Neuropsicologia é um ramo da Psicologia que associa o comportamento humano às funções do cérebro e, assim, ajuda a descobrir e a compreender padrões de comportamento.

Era o ano de 1913 quando William Oslert, nos Estados Unidos, utilizou pela primeira vez o termo “neuropsicologia”. Ou seja, apesar de relativamente recente, essa já é uma ciência bem estudada e confiável. Podemos conceituá-la dizendo que a neuropsicologia é uma forma de relacionar o papel dos sistemas cerebrais individuais e as formas complexas das atividades mentais.

Em outras palavras, a neuropsicologia parte do funcionamento do cérebro para analisar e compreender comportamentos.

Entender como o complexo cérebro humano funciona tem sido um dos grandes objetivos da ciência ao longo dos séculos. Nos dias de hoje, já temos um bom conhecimento sobre o assunto, particularmente quando pensamos nas funções, especificações e características de cada parte do cérebro.

Porém, ainda há muito a desvendar e a busca pela compreensão desse órgão tão poderoso continua – inclusive nos consultórios de psicologia.

A Neuropsicologia estuda as relações entre cérebro e comportamento. Por meio da Avaliação Neuropsicológica, é possível investigar quais funções cognitivas estão preservadas e quais estão comprometidas, tais como a atenção, memória, percepção, linguagem, raciocínio, aprendizagem, visual construção, funções executivas, processamento de informação e afeto, por exemplo.

O neuropsicólogo utiliza-se de instrumentos padronizados como testes e escalas para avaliar as cognições de acordo com a queixa que o paciente apresenta.

A avaliação tem como objetivo coletar dados das perdas e explorar funções intactas, a fim de definir o tipo de intervenção necessária, uma vez que funções cognitivas com baixo desempenho podem prejudicar as atividades diárias, como trabalho, estudo e relacionamentos.

Como explicamos acima, esse ramo da Psicologia estuda como a organização cerebral interfere nas relações e emoções humanas, tanto em quadros de desenvolvimento normal do cérebro quanto em casos de doença.

O neuropsicólogo correlaciona as alterações observadas no comportamento de um paciente com as possíveis áreas do cérebro envolvidas, fazendo uma investigação clínica baseada em testes e exercícios. A avaliação neuropsicológica faz parte desse processo.

Crianças, adolescentes, adultos e idosos que apresentem queixas cognitivas (desatenção, problemas de aprendizagem, esquecimento, dentre outros).

As queixas mais comuns em crianças e adolescentes envolvem problemas de comportamento, problemas de aprendizagem (leitura, escrita ou cálculo) e suspeita de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A avaliação em adultos e idosos também pode ser indicada em casos de:

  •     Traumatismo craniano (acidentes ou quedas);
  •     Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  •     Epilepsia;
  •     Depressão
  •     Demência;
  •     Déficits associados ao uso de álcool e drogas;
  •     Doença de Parkinson.

 

Por meio do Laudo Neuropsicológico, pode-se estabelecer um programa de reabilitação das funções prejudicadas, utilizando-se de treino cognitivo e estabelecimento de estratégias compensatórias para que o paciente possa se readaptar ao cotidiano no ambiente acadêmico,  profissional e familiar. A Avaliação Neuropsicológica também contribui fortemente para a indicação ou acompanhamento de psicoterapia, no qual os dados levantados podem ser utilizados pelo psicoterapeuta para subsidiar a intervenção clínica.

O objetivo principal da avaliação neuropsicológica é coletar dados clínicos para auxiliar na compreensão da extensão das perdas sofridas pelo cérebro, em caso de doença, por exemplo, e como isso pode estar influenciando o comportamento do indivíduo. Ela busca quais áreas estão comprometidas e quais estão preservadas.

A avaliação é feita a partir de instrumentos (testes, escalas, baterias) que computam dados sobre as funções cognitivas, como a inteligência, atenção, percepção, memória, linguagem, aprendizagem, velocidade de processamento de informações, habilidades motoras, afeto etc.

A partir da avaliação neuropsicológica podemos estabelecer quais tipos de intervenção ou reabilitação o indivíduo – ou grupos de indivíduos – precisa.

A avaliação neuropsicológica pode ser feita em adultos, crianças e idosos. No caso das crianças, ela costuma ser realizada em pacientes com alterações comportamentais e dificuldades de aprendizado, como déficit de atenção, problemas de coordenação, falta de memória e incapacidade para ler e fazer cálculos.

Em adultos e idosos, ela é feita em casos de traumas, depressão, esquizofrenia, transtorno de desenvolvimento, acidente vascular cerebral (AVC), déficit associado a álcool ou uso de drogas, entre outros. Não importa qual seja o caso, o médico procurará entender como as mudanças no comportamento do indivíduo se relacionam com seus traumas e como ajudá-lo a superar o problema a partir do funcionamento cerebral.

A neuropsicologia é onde a ciência clássica – aquela em que imaginamos os cientistas de jaleco branco e tubos de ensaio – se encontra com a psicologia para descobrir como ajudar pessoas que passam por vários problemas diferentes.

Como citado acima, crianças, por exemplo, precisam dessas avaliações por ter, geralmente, dificuldades no aprendizado. No entanto, é mais comum observar essa demanda dentro do ambiente escolar, onde os professores notam a dificuldade do aluno e informam aos pais. Nesse caso, quando o responsável busca a ajuda de um psicologo, o profissional avaliará a queixa para entender se é necessário passar por uma Avaliação Neuropsicológica ou se somente o processo terapeutico  comum será o suficiente.

Em outros casos, crianças com acompanhamento com pediatras, também podem ser observadas pelo médico e encaminhadas para esta avaliação.

Em caso de adultos, o adulto pode buscar a psicoterapia e, ao longo do processo, o profissional entender que seja necessário a avaliação, este será encaminhado, assim como aqueles pacientes que também possuem algum acompanhamento médico, e o médico nota ser o caso de uma avaliação.

Lembrando que, em casos do paciente que busca apenas pela psicoterapia e o profissional observa que será preciso uma avaliação, esta será pré-estabelecida e combinada, com o consenso do paciente.

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